Tuesday, February 14, 2012
Comemora-se o dia de S. Valentim e andei todo o dia a tentar obter resposta à pergunta: o amor existe? Entre muitas memórias descobri que amo a minha família eternamente, o meu filho representa o climax do amor, que não pede resposta, recompensa, que mesmo com um cansaço de noites mal dormidas, é bom chegar a casa e ouvir mamã e, só isso, preenche o dia. Amo também o meu trabalho mas e o amor de mulher? Algures no caminho que já percorri perdi a noção desse amor. A sensação que tenho é que vivi um sonho muito temporário e tudo aquilo que passa hoje na tv não se aplica a mim, nem procuro, nem já mesmo me entristeço por não existir. Penso que isso talvez tenha pertencido ao meu passado e não procuro mais um homem, mais uma etapa... mas confesso que, por vezes, gostava simplesmente que me disessem que sou linda, que lutassem por mim até acabar o fôlego e que me arrepiassem apenas com um beijo... mas isso não se constrói, isso acontece espontaneamente... e embora desejasse que isso tornasse a ser possível em mim, já deixei de o procurar porque sei que não é possível... o meu princípe encantado não se renova... e passo a achar ridícula todas as demonstrações de amor que anseava... tem que bater cá dentro e não bate...
Monday, January 30, 2012
Hoje sinto-me especialmente desacreditada... o meu Santi doentito e a minha alma que divaga... não sei quando perdi a capacidade de lutar, acredito inevitavelmente na eternidade das emoções, na plenitude de um momento, na perspectiva de acordar todos os dias e sorrir para quem está ao nosso lado, na utopia talvez de um dia, bem longe, olhar para trás e sentir que escolhi amar para sempre... acredito... mas deixei de senti-lo não sei em que precalço, em que momento ou em que mágoa... hoje só queria ser a mesma menina das nuvens cor-de-rosa, das juras enamoradas e apagar a memória em breves instantes em que a paixão nos consome... não o sei há tanto que desconheço se o senti... e temo tornar-me naquilo que sempre afastei de mim... enfim... os sonhos perteceram a uma outra vida, a um outro tempo que não é meu...
Wednesday, January 4, 2012
Lindooo:D
As novidades diárias que o meu filho me traz são realmente a coisa mais linda do mundo! Poder descobrir do lado dele a vida e sentir o seu despertar para cada etapa como única é indiscritível... e ele mostra-me tudo isso como se fosse também novidade para mim... os filhos não sabem que já vivemos e nós temos o papel de mostrar que vemos cada descoberta deles também pela pimeira vez porque de facto não é mentira de todo... afinal, descobrir através deles é sim uma nova descoberta também pois sentimos de maneira única, como se cada vazio da nossa vida se preenchesse em cada um desses momentos... amo ser mãe, amo ser mãe do meu José e não há nada que me complete mais do que esta partilha... :D
E em registos directos aqui ficam as novidades da semana: Biau(obrigado), Biaia(batata), quenquê(quente), caí(caiu mesmo:)), mãe, pai, Oão(primo João), Bô(avô), Bó(Avó), o cão?, é quem?, tá ti!(está aqui), onde tá?, bóia(bola), áuá(água), txuxu(chucha), tchujo(sujo), papa, pópó, iau(miau)... e este é o nosso Admirável Mundo Novo :D:D:D:D:D
E em registos directos aqui ficam as novidades da semana: Biau(obrigado), Biaia(batata), quenquê(quente), caí(caiu mesmo:)), mãe, pai, Oão(primo João), Bô(avô), Bó(Avó), o cão?, é quem?, tá ti!(está aqui), onde tá?, bóia(bola), áuá(água), txuxu(chucha), tchujo(sujo), papa, pópó, iau(miau)... e este é o nosso Admirável Mundo Novo :D:D:D:D:D
Saturday, December 10, 2011
Escrever sobre a vida é ambíguo... eu posso pensar de uma forma, quem lê pode senti-la de outra mas, aqui, falo de mim e posso dizer de forma transparente, agradando ou não... as relações humanas compõem-nos a vida, um dia olhamos para trás e vemos mais tempo caminhado do que por caminhar... o amor sempre foi fundamental para mim, sonhei, desde que me lembro, com a sinceridade de um relacionamento, com a entrega pura, sentida ao limite e, embora podendo ser atenuada depois da descoberta, sempre acreditei que a paixão, quando aliada ao amor, pode permanecer eternamente... hoje é um dia entre demasiados que já tive em que me desconheço... procuro acordar de manhã e amar de forma pura mas as palavras não me saem, os actos muito menos e, aquilo que achava ser uma fusão, hoje parece-me por vezes ridículo porque já não sei amar... o afastamento, a falta de me sentir mulher, a máscara que uso para me iludir a mim mesma de que ainda posso sentir-me completa... aliando tudo isto a desavenças, a discursos repetidos e cansativos... apetece-me entrar num pranto e tirar de cima de mim o peso não sei de quê... iludi-me porque quando te conheci, depois de muitos anos, pensei poder amar pela 2a vez... afinal podia acontecer! Mas o desgaste do que ainda não percebi faz-me continuar a sonhar com o que já fui... não porque ame ou sinta falta do meu 1º amor... não! Mas porque de facto, nos bons e nos maus momentos, esse amor foi o único que pude comparar, o único que permaneceu e que, mesmo com mágoa, histórias de vidas diferentes, continuou a ser algo curioso, algo que conforta, que não quero para mim hoje mas que ainda me reconheço nele... e porque não sinto isso por um amor de promessa, de sucessão, de maturidade?... Muitas interrogações que me têm vindo a tornar seca, fria, distante... não me reconheço! É uma revolta por, acima de tudo, saber que não mereço debater-me em lágrimas por alguém que não valoriza... mas depois de ti, pequenino, de ver todos os dias o teu sorriso, uma palavra nova, um gesto, um bjinho.. para quê terminar aquilo que te faz falta? Porque, assim ou sozinha, sei de cor que o amor não está ali à saída da porta à nossa espera e de facto é confortável estar assim... amor? Não sei mais o que é...
Tuesday, November 29, 2011
Somos feitos de matéria desconhecida
Que se prende de escolhas, acertadas ou não...
cálculos por vezes insolucionáveis
Mas deveras caminhos sinceros e meus
Quanto a mim, as tentativas frustradas
Em alimentar a beleza do que resta
Mas a ignorância e escassez sentimental
Levam-me a respostas de outrora...
Explicar a quem não consegue entender
Sentir a ida e não alcançar a volta?
Não, não há mais palavras, letras ou promessas
Daquilo que denominas amizade
Ou sei lá o quê que sobrou...
Enfim se cingem as minhas palavras
Dos actos lavei o meu percurso...
Serei sempre quem fui e o que tive é História.
Se me magoa a ignorância e a minha estupidez? Sim...
Escusam as palavras e actos de quem não é como eu...
Descansem as justificações de amizade ou não sei quê
Daquilo que já não há para dizer
Daquilo que apenas eu valorizo...
Não, não são cobranças ou "conversa"
É o meu alimentar ignorante daquilo que resta
Para mim quimeras, para outros...?
Porque, acima de tudo, quem gosta de mim
Gosta de mim assim... Não obrigo!!
Que se prende de escolhas, acertadas ou não...
cálculos por vezes insolucionáveis
Mas deveras caminhos sinceros e meus
Quanto a mim, as tentativas frustradas
Em alimentar a beleza do que resta
Mas a ignorância e escassez sentimental
Levam-me a respostas de outrora...
Explicar a quem não consegue entender
Sentir a ida e não alcançar a volta?
Não, não há mais palavras, letras ou promessas
Daquilo que denominas amizade
Ou sei lá o quê que sobrou...
Enfim se cingem as minhas palavras
Dos actos lavei o meu percurso...
Serei sempre quem fui e o que tive é História.
Se me magoa a ignorância e a minha estupidez? Sim...
Escusam as palavras e actos de quem não é como eu...
Descansem as justificações de amizade ou não sei quê
Daquilo que já não há para dizer
Daquilo que apenas eu valorizo...
Não, não são cobranças ou "conversa"
É o meu alimentar ignorante daquilo que resta
Para mim quimeras, para outros...?
Porque, acima de tudo, quem gosta de mim
Gosta de mim assim... Não obrigo!!
Tuesday, November 22, 2011
Quantas vezes não entendemos as razões do coração? Talvez porque o coração se mova pelo instinto e a razão seja mera especulação para justificarmos atitudes menos sensatas nossas... mesmo considerando-me já uma ínfima parte daquela menina que fui outrora, continuo a acreditar da mesma forma de antes... continuo a achar que dou demasiada importância a pessoas que não se interessam como eu e revolto-me comigo mesma porque acabo sempre por ceder a impulsos que só têm importância para mim.... simplesmente acho que não devemos deixar os dias passar e mais tarde olhar para trás e nos arrependermos de não termos estado mais próximos... ninguém sabe o dia de amanhã e eu, infelizmente, já tive a prova que, de um dia para o outro, vemos as pessoas desaparecer... por isso e muito mais digo sempre amo-te a quem amo, gosto a quem gosto, saudades a quem se afasta... porque não temo a vida, avalio cada pedacinho que cai no meu colo e estudo em pormenor até me cansar, ou não...
Friday, November 11, 2011
Repeat...
Another dream with the same visions, the same blindness and the same fight. Somewhere, the decision that the risk can be useful, run to find that risk, and after all that time,a huge ocean closes between the dunes and where you can't go out. Finally, the wake up, the same feeling that everything is out of my way, that someone calls us without voice... I still don't know the meaning of this subconscious that arrests me in short films of a life that don't belong to me, that makes me feel incomplete. So... maybe one day, who knows, when I am an old woman, someone explains to me the reason of the things that I don't understand on my destiny...
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