Monday, December 17, 2007


Sigo por instantes pela correria daqueles transeuntes desconhecidos,
Temperaturas diversas, odores múltiplos, expressões contidas...
É a confusão desmedida de quem fala no silêncio,
Apenas traduzindo no rosto a ineficácia de resolver o inacabado...
Todos padecem nesse rodopio, atrás de mim, em gritos de espera...
Não tenho respostas...
Não encontro soluções para mudar a destreza de quem se move pela apatia
Numa rotina criada e não imposta...
O divã que se enrosca na pele é o único refúgio de quase três mil anos de história,
Apenas lá se debruçam os meus segredos,
Num murmúrio desconcertante,
Tentando encontrar o fim das linhas escritas...
Lutar até fortificar a honra duma vitória? Não...
Deixa-me saltar para aquele abismo de liberdade,
Deixar de conter as emoções,
Deixar depender de uma mão para o ímpeto libertino!...
Solta-me as amarras
Explica-me porque não devo ter medo...

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