Friday, April 27, 2007

As palavras voam num movimento giratório, cansa a alma e a visão de uma fase que se recusa a fazer a sua passagem... já nem penso mesmo naquilo que poderia ser possível, perderam o sentido todo esses sorrisos infantis, essa noção de vida tão pouco imprópria de alguém que ama a sua contenda... eu sei que não é fácil gerir a minha personalidade mas as oportunidades estão escorregadias e os meus valores desencontrados. Perdi um pouco a noção do correcto e não sei aceitar a apatia, a demora das acções... tem sido um palminhar que não me faz sorrir e uma corrida contra o tempo, esperando ansiosamente por uma mudança ou, simplesmente, por nada... conheço já essa personalidade fraca, sedenta de desejos, que me enfurece o espírito porque permites que também a minha forma de vida seja afectada por esses tormentos desnecessários e tão agravados pela tua memória... egoísmo...

Tuesday, April 24, 2007

Talvez o problema das memórias resida nesta mudança temperamental, o que queremos hoje muda repentinamente amanhã, o que foi ontem e não desejámos pode hoje trazer tal nostalgia que chega a abandonar qualquer facto menos bom... afinal tendemos a comparar o presente, achamo-lo imperfeito simplesmente porque a rotina não nos satisfaz, somos seres que buscam o prazer, a novidade, a surpresa, a intensidade a cada dia... Num sentido ou outro, mudará sempre aquela magia inicial. Confundimo-nos com as mudanças e confundimo-nos mais ainda com o passado que as trouxe, tudo o que fez parte de uma vivência intensa torna-se ofuscante quando existe no agora um vazio, mesmo que pequeno. Busca-se um companheirismo mental e carnal, alguém capaz de competir com a nossa acuidade, até ultrapassá-la, pois reservamos para a nossa vida uma descoberta quase diária. Contrapartidas? Podemos acabar por atropelar a nossa paz e segurança, deixamos de saber delimitar o espaço entre o correcto e o que queremos momentaneamente... e que optar por fazer? Deixar voltar as memórias, decair numa confusão de sentidos mas viver e indeterminar novamente o futuro? Às vezes recordamos tão insistentemente o passado que nos sufoca não sermos livres da nossa consciência para revivê-lo... importante será fechar cada página da nossa vida, mas quando essa página virada não ocorre no momento certo, torna-se um risco virá-la mais tarde... um risco para nós que sabemos já onde pisamos, um risco para quem nos acompanha e não faz ideia de como isso altera a nossa forma de entrega... mas e o sabor de que nos recordamos? Temos a sensação que nestes exactos momentos de inconstância tudo o que não deveria acontecer acontece, as oportunidades surgem, a tentação insiste, as lembranças dos melhores momentos não largam o pensamento... Perco a noção do correcto e arrisco tudo... o que é o tudo? O tudo não preenche esta instabilidade??? Foi um dia começado com passos trémules...

Monday, April 23, 2007


…A cup of wine, a dialogue of indetermined hours. A pleasure for perhaps discovering… smiles the stocking-light… one day in this moment, the perfect company I don't know if it exists in my reality… but the enchantment is far from happening…

Alright
Reamonn

Wipe those tears away from your eyes

Just take my hand you don't have to cry it?

ll be allright

I'll make it allright

Don't let the world get you down

Reach for the love that's all around

It'll be allright baby we'll make it allright

I'll pick you up when you're feeling down

I'll put your feet back on solid ground

I'll pick you up and

I'll make you strong

I'll make you feel like you still belong

Cause it's allright, yeah it's allright let me make it allright, make it allright

Stay with me tonight, stay with me tonight

Sometimes the words well their just not enough

Afraid of feeling and in need of love

To make it allright, baby, I'll make it allright

Where will you run to where will you hide

I know the pain comes from deep down inside but it'll be allright baby we'll make it allright

Baby Let me make it allright,

Make it allright

Let me make it allright,

Make it allright

Stay with me tonight, stay with me tonight

It's allright, yeah it's allright

It's allright, yeah it's allright

It's allright,

Stay with me tonight

I'll pick you up when you're feeling down

I'll put your feet back on solid ground

I'll pick you up and I'll make you strong

I'll make you feel like you still belong

Cause it's allright, yeah it's allright let me make it allright, make it allright

Stay with me tonight, stay with me tonight

It's allright, yeah it's allright

It's allright, yeah it's allrightIt's allright,

Stay with me tonight

It's allright, yeah it's allright

It's allright, yeah it's allright

It's allright,

Stay with me tonight.

A kiss is allways a kiss… a union between two bodies to difficult to happen… a seduction game may happen but it's rare to be you and I…


Quando à minha porta bateram

Com medo não fui abrir

Pensei que era a saudade

Que me viesse a perseguir

Bateu, de novo, com força

Mas depois não insistiu...

Deixou um bilhete na porta

E para sempre partiu...

Partiu deixando escritas

Estas palavras fatais:

"Eu era a felicidade...

não voltarei nunca mais..."

Enjoy your life...



"Run"

Are these times contagious

I've never been this bored before

Is this the prize

I've waited for

Now as the hours passing

There's nothing left here to mature

I long to find a messenger

Have I got a long way to run

Yeah, I run

Is there a cure among us

From this processed sanity

I weaken with each voice that sings

In this world of purchase

I'm going to buy back memories

To awaken some old qualities

Have I got a long way to run

Have I got a long way to run

Yeah, I run

Have I got a long way to run

Yeah, I run

Have I got a long way to run


Fiz uma selecção de páginas vividas, entre elas as que pesaram um presente incerto, em algumas estava presente a promessa tão pouco clararificada de hoje, outras havia que desmediam o peso desse sabor revirado inúmeras vezes mas simultaneamente desconhecido... porquê? Por querer encontrar nele um sabor idêntico ao da paz nesse recanto só meu... encontrando um caminho que não entendo, uma tentativa de fuga de si próprio, um restaurar dum tempo perdido mas tão pouco querido... a revolta surge não sei de onde, as coisas têm um momento que passa depois a uma memória fotográfica, traduzida em flashes desconhecidos aos olhos que desconhecem a capacidade de sorrir, de encontrar um caminho tão claro e tão simples que acaba por se tornar difícil de executar... não sei onde estão os passos e as marcas de agora trilhadas, a confusão não é apagada, é simplesmente rasurada e as marcas do erro permanecem lá... deitei flores num rasto que pensei redescobrir... torna-se difícil a percepção do som dos passos a pisar as folhas já ressequidas de tanta espera... agora, o mais correcto seria entrar num enfado definido mas a história descrititiva destes momentos opõe-se a essa aceitação... perfeccionismo, exigência? Paz, apenas paz...

Wednesday, April 18, 2007


Liberdade....
Portas fechadas ao movimento dos sentidos, janelas trancadas na respiração do momento... lá longe surge o ocaso natural e simples da alma.. espera-se um luar cheio para disfrutar daquele lugar descoberto por tantos pela primeira vez... era noite alta, os brindes já tinham acelerado a consciência, mas tudo fazia sentido... comecei a ladrilhar o caminho que tinha um beco lá bem longe... sonhei intervir no destino, talvez pecado pensar o contrário das promessas, mas a vida é uma entrega que não se apaga simplesmente. Quando se começa a descobrir, mesmo sendo contrário ao justo, não se consegue olhar para trás, nem tão pouco travar os passos... começa a vontade de ir mais além,arriscar... ser livre é um estado de alma complicado de definir. Quando se atinge um patamar esse deixa de ser suficiente... o corpo pede sempre mais à alma ou será ao contrário? Lendas vividas, outroura despojadas de sentido... retorno ao passado...
Dias longos... como procurar aquilo que muda o sentido presente? Longe longe... talvez a um passo, mas porquê? Fazes-me sentir... tão pouco provável alguém despontar-se nessa máscara contida atrás de um palco muito representativo dum cenário perfeito... conto de fadas! Desejo de assumir o papel trivial do trio culpabilizado... contigo, apenas contigo... risco de vida... sabor de desejo... tu na minha pele, olhares cumplices, respirar acelerado... nós...

Thursday, April 12, 2007


Passeios de Memórias...

"Sei de cor" cada pormenor vivido sob uma chuva miudinha, um cheiro especifico de um tempo perdido...talvez ainda desejado mas guardado até que a vida se recorde de porpocionar o momento...corpos perdidos num Inverno suado, descobertas quase puras, como se estivesse guardado um complemento de mim... suspiro.... palavras entregues a um olhar indiscreto, uma palavra tentando quebrar a barreira, mas uma insegurança em dar um passo em frente, temendo uma repetição final... confrontar os sentidos levando-nos para uma viagem repleta de tacto, olfacto... horas fugidas nunca mais da mesma forma... uma cumplicidade física difícil de encntrar... eras tu... como só comigo conseguiste estar...é recíproco...