Friday, July 20, 2007



... E mais uma página que vira... enfrenta-se o desconhecido, espera-se melhor... mas fica sempre aquela sensação de vazio quando se deixam pessoas especiais para trás, quem riu e chorou connosco durante 6 meses, com quem criámos laços e deixa-se um dia-a-dia cheio de risadas, confissões, desabafos... foi especial...

Tuesday, July 17, 2007


Adormeci insegura, abraçada em tecidos coloridos meio esbatidos do suor das melancólicas memórias... esperei para abraçar a minha almofada carnal de todos os dias durante horas, enquanto as pálpebras com peso de chumbo me levavam a outra dimensão... cedi a essa força maior, descontente dos factos, vazia de tudo e mais não sei o quê... os raios esforçam-se por determinar a sua presença, reflectidos no toque incessante duma melodia irritante e cansativa... desperto lado a lado, desconhecendo porque ali estou... e mais um passo que segue depois do outro, mais um rosto lavado, pronto para ir aos entraves a uma escolha diária mas indesejada... são horas a fio a amarelar nesta futilidade a que se denomina trabalho, porquê não sei... afinal têm que se assegurar ideais de vida, guardados na penumbra até existir nova oportunidade... e nesses fios perdidos de espera, contando apenas os minutos que faltam, multiplicam-se pensamentos, escorridos de um pano rasgado, torcido até à última gota... vão correndo os raios de sol e nada sucede, apenas o cansaço desta espera... vou ansiosa e recebo a inutilidade de ser quem sou... sou apenas e tão somente aquele ser que não inflama, que não surge noutras horas perdidas... cinjo-me a uma terminal de nada, para uma viagem sem destino, paguei um bilhete caro e não consigo rasgá-lo, custou-me lutar por ele, mas agora que viajo no sonho desta descoberta apercebo-me que estou a passar por vales dispersos, paisagens sabotadas, são cenários apenas, nos quais eu nem sei representar... sou tão simplesmente uma actriz neste comboio de vida... escolhi viajar nele, não sei se quero parar, algo me impede... talvez a conquista que lutei para ser minha: ter aquele bilhete nas mãos que me pode levar onde quiser...

Monday, July 16, 2007

My Butterfly............


Dez anos onde se perdem as memórias, onde se constroem histórias de vida sempre agarradas à tua... não há nenhuma borracha que apague todas essas folhas e as reescreva do teu lado, porque parece que a injustiça de ficarmos sem a corda moderadora não se pode evitar, simplesmente é impossível termos o dom de domar as linhas de uma vida que pertence à minha, mesmo através da espiritualidade... lembro-me de ti, nas vagas horas de paz que sempre disfrutava contigo... um respeito pela história que daí se formou, uma saudade que simplesmente não se evade... onde quer que estejas eu sinto-te, onde quer que estejas olha por mim, onde quer que estejas vou amar-te sempre...

Wednesday, July 11, 2007

Deixa-me apenas viajar as horas que forem precisas para te encontrar sentada na poltrona castanha, prometo não dizer uma palavra, apenas encostar-me no teu colo e passares a mão no meu cabelo... paz... embora te sinta algures, é difícil não perceber se é real, quando esvoaças à minha volta em sonhos imaginários nas minhas lágrimas perdidas num rosto que tenho medo de esquecer... porque os anos passam e a imagem torna-se cinzenta... a saudade é que custa como no primeiro dia... hoje só queria adormecer e transportar-me para essa imagem e acordar no dia seguinte mais forte, mais capaz de olhar, de ser eu, porque afinal já não basta acreditar no impossível pois a esse patamar já cheguei... diz-me que está tudo bem, usa a tua borracha mágica e apaga os riscos feitos...

Miss you so much.........


Completamente saturada dos papelinhos rasgados que rodopiam em meu redor... são inúmeras histórias que se deteoram no vendaval da vida e que tão simplesmente se dissolvem em matéria desorganizada dos complementos sentidos... como organizar toda esta lixeira que restou depois da tempestade? Não há limpeza nas ruas, apenas eu de volta dos destroços a tentar encontrar uma forma de alcançar uma "muleta" que me permita limpar tudo mais depressa ou simplesmente alguém que tem essa mesma função mas que tem tirado os seus dias de férias demasiado prolongados... pode ser que o varredor se lembre da vassoura e do lixo que se acumula...! Mais difícil será sozinha juntar cada particula e voltar a ter as páginas escritas e bem organizadas, como eu sempre gostei de ter... não me proponho numa hipótese de me cansar de procurar cada papel que falta até juntar todas as palavras que sobram... embora o vento dê "pontapés" sempre que estou perto de alcançar as pontas das folhas que resistentem... onde ficamos? Enquadro-me numa tela cheia de rabiscos prensados, cores confusas, vultos desanimados, texturas desorganizadas... os traços tomam movimento, surge uma imagem desse jardim que eu procurava... as flores podiam brotar, os papéis rasgados virarem folhas completas, enroladas e timbradas, seladas e entregues na minha mão para que eu possa sentir o prazer de passear naquele jardim, para que a paz me acolha em cada retiro na natureza...

Tuesday, July 3, 2007


Atribuído ao meu carácter está uma facilidade extrema em lutar pelos objectivos pelo caminho mais coerente, aquele que me ensinaram e do qual me orgulho. Outros há em que se sobrelevam com uma ausência de humildade que, mesmo encoberta, se torna facilmente visível, porque a ignorância daqueles que se sobrevalorizam com os possíveis tropeções alheios, são apenas pobres de espírito entregues a uma solidão invisível. Pois nada me dá mais prazer do que fazer parte desse "jogo"... sou deveras apreciadora dum sorriso desbravado a quem nos encara como rivais dum negociar sem nexo e, depois desse sorriso, ser transparente através duma ironia que dá um gostinho!... pois mais me cabe dizer: a riqueza não se adquire enclausurada entre paredes, desgastando o cérebro e o gosto pela vida, nem tão pouco através de risadas falsas, tentando viver no mundo de outra pessoa... a riqueza é ter acesso a todas as portas pela naturalidade de quem somos. Isso sim é gratificante! Triste de quem usa a máscara da humildade e corrobora a vida alheia... triste é aquele que se diverte no palrear constante dos que o rodeiam, triste é aquele que "lambe-botas" e sorri, triste é aquele que é falso na sua felicidade fictícia. Mais me é permitido dizer: é muito bom sentir-me completa mesmo rodeada de precalços; é bom sentir que tenho uma união a tantas pessoas sem ser necessário envenenar um espaço, uma história; é bom sentir que, na minha vida, há mais amor que superficialidade; é bom olhar para trás e sorrir porque concretizo os objectivos; é bom saber que, mesmo com muita coisa por encontrar, sou tão importante para estas pessoas ao ponto de se preocuparem em me atingir... nas gargalhadas silenciosas cruzo o meu olhar com os demais: cada vez gosto mais de quem sou!... A humildade cai muito bem...:D