Friday, May 30, 2008

;D


Pequenas ervas daninhas que colhes sob esse sol tímido, já a desvanecer-se... trocamos meras palavras, assuntos triviais, mas no fundo daquela voz tento puxar um pouco dessa serenidade para aniquilar o tempero desta saudade que resta sempre e que sinceramente é apenas minha... nem decifro bem estes códigos do destino, mas o certo é que estou sempre deste lado... à espera de ser a amante, a amiga, ou quem sabe, a mulher do início dessa estrada de reminiscências já contruídas e, que, provavelmente, venham a ficar por isso mesmo... mas, sem dúvida, vou sentir sempre a falta do botequim imaginário, que sabe a mais que isso porque sabemos que o significado é outro... passei aqui só para saciar o apetite antes de te encontrar para o brunch... :D

Tuesday, May 27, 2008

A primeira pessoa...


Dar?Entrega?E será isso uma definição daquilo que nos tornamos depois da infância, depois da adolescência, depois de nos consciencializarmos que aquele mundo que temos para percorrer não é tão quimérico assim?
A caravana passa, percorre tantos quilómetros quantos aqueles que nos destinam, toma as suas paragens voluntariamente, pagamos o bilhete que escolhemos, que pensámos ser o destino pelo qual queríamos encarrilar... só que, por vezes, descemos a alçada, olhamos a paisagem, o movimento e talvez devessemos ter optado por um outro...
O corpo, aliado à mente, defrauda inúmeras vezes a percepção do real, acabamos por agir sob a consciência que consideramos certa, mas aquele sentimento desguarnecido que posteriormente cresce, faz-nos perceber que nem tudo o que julgavamos como inequívoco tomou esse rumo... somos simples marionetes nas mãos desse caminho e, colocamos de parte tantos desejos por temer de novo esse desvio de plenitude...
Onde se encontram essas duas eleições no meu caminho? Um voto secreto... Pena que nem tudo dependa apenas de nós... estamos demasiado envolvidos nas tramas uns dos outros, dependemos de nós e dos demais para realizar ou não as nossas acções... e o que vou fazer com aqueles sonhos que esperei tanto tempo?
Na primeira pessoa que me fez sentir até o que não sabia existir... que se sobrepuseram outras poucas, que talvez ainda hoje cuidem de algo que julgo ser especial, mas nunca, jamais aquele despertar de emoções... o óbvio não é assim tão concreto... é mais difícil simplificar o óbvio e é bem mais fácil deixar seguir o concreto... ilusões de alma, confusões tão esclarecidas que só eu entendo... saber bem aquilo que quero, mais do que julgas, mais do que pedes e sentes... porque estou aqui a aguardar um tal archote ateado não sei com quê... que talvez nunca venha a queimar aquelas ervas inúteis do imaginário, mas que aguardo silenciosa, sequiosa de um poder que deixou de existir já não sei desde quando...